A Clockwork Apple

Sim, ele parte tudo.

Posted on: Junho 30, 2008

Como disse no episódio nº 5 do videocast “Ah, Marcelo D2 vem cá a Portugal e isso não se pode perder”, eu não perdi, caso contrário seria um hipócrita! Claro que isso é excluindo a hipotese de me ter acontecido um imprevisto, ou de no mesmo dia o Mos Def ter vindo jantar a minha casa, podia acontecer.
Mas, antes de falar sobre o concerto do MD2, vou fazer a introdução:
O evento em si chama-se Festival Mestiço, e ao longo de vários dias, houve concertos de Hip-Hop, Ska, Reggae, etc, sendo o dia 27 dedicado ao Hip-Hop, começando (por volta das 10 horas) pelo MC moçambicano Azagaia, que me surpreendeu muito. As músicas eram 90% de intervenção, e o sentimento com que o MC,praticamente sozinho no palco, debitava as suas rimas, fazia com que a atenção fosse redobrada! Na minha opinião, o consciente e revoltado MC Azagaia marcou a sua posição no espectáculo, apesar de o público permanecer sentado por esta altura.

Se na altura em que Azagaia acabou, o ambiente estava mais sério e o públcio estava (espero eu) a reflectir sobre o que se cantou, quando os Manif3stos entraram em palco tudo mudou.. Digamos que a sonoridade não era má de todo, uma junção de reggae com Hip Hop, um pouco de Ska e Dancehall também, tinha uma sonoridade simpática…Mas, e isto é só a minha opinião, a nível de letras foi o pior grupo da noite..Ao tentar transmitir uma “boa vibe” estilo reggae, e um “aproveita a vida” ao jeito de Expensive Soul, só conseguiam transmitir um “eu escrevo letras, mas nem sei bem o que tenho de interessante para dizer…” fazendo lembrar (__inserir_nome_de_artista_aqui__). Pronto, o MC/Vocalista meio marroquino, apesar de não cantar um “estilo” que me agrade muito, tinha uma voz porreira, tenho de admitir; O MC com-mau-gosto-para-pólos não estava lá a fazer nada, eu sei, é cruel, mas a música era exactamente igual se ele tivesse ficado em casa de baixa. A banda não se porta MAL, mas as músicas soam toooodas ao mesmo, digamos que do que eu ouvi lá, só me lembro de uma música…mas secalhar são partes soltas de tudo o que tocaram,enfim…

(não quero pôr vídeo aqui)

Quando ao 3º nome da noite, MC Kapa, o público já estava de pé nas grades, e eu esperava que ele desse muito mais que falar…Começou o concerto com uma ideia interessante mas arriscada, apenas com bateria e baixo (e o terceio elemento, o público, como ele dizia), mas penso que não era o estilo de concerto ideal pra isso. Mais tarde acrescentou também um teclista, que deu um toque mais melodioso, mas no geral o concerto não me agradou muito. Veio acompanhado também de Conductor (dos Buraka Som Sistema), mas apesar de serem boas rimas, acho que foi tudo muito “morto”, pensei que falar de Sobrevivência em Luanda puxasse mais pelo MC, que estava a rimar mão no bolso, demasiado relaxado..Mas fez-me lembrar o Dave Chappelle, o que é bom!

Por fim, entrou o pequeno (mas GRANDE) Marcelo D2, com baixista/teclista, percussionista/tocador de Bandolim (como se chama a isto?), Fernandinho Beatbox e um DJ que parecia que tinha 12 anos! O concerto foi uma autêntica festa, tinha valido a pena mesmo que em vez das 3 bandas anteriores, tivessem passado 3 horas de Morangos com Açucar num ecrã gigante, acreditem! Tocou músicas do novo álbum, Meu Samba é Assim, a “Dor de Verdade” foi muito boa, músicas do álbum À Procura da Batida Perfeita, e até cenas antigas de Planet Hemp! Até cantou a versão deles da “Nega do Cabelo Duro”, com praí 20 raparigas a (tentar) sambar em cima do palco! O que um fã de MD2 podia pedir mais, depois de ouvir a “Qual É?”,e ainda a “Profissão MC” num encore fantástico? O que um fã de Hip-Hop podia pedir mais, depois de ouvir um back-to-the-roots “Planet Rock”, misturado com uma jam de DJ e Beatboxer, E ainda duas entradas em palco de Sam The Kid?? Damn…Os músicos estavam muito bem, e quando falo de músicos não falo só do baixista/teclista e do percussionista/bandolimnista, que encheram o ambiente de groove e samba! Eu falo também do DJ e do Beatboxer, já vi Rahzel ao vivo, e digo-vos, o Fernandinho não estava nada atrás, o homem levou a praça da casa da música ao rubro! O DJ, apesar de parecer vítima de exploração infantil, estava super busy lá nos “toca-discos”, a brincar com beats, a fazer scratch, até a cantar as rimas! Marcelo ao vivo é o que eu estava a contar, sem um engano nas rimas, sempre aos saltos, com uma atitude só dele, apenas um (bom) bocado menos “high” do que eu estava à espera! E ouvir o “VÁ-MÚ FÁ-ZÊ BÁ-RÚÚÚ-LHO, PÓÓÓRRÁ!” dele, sim, gostei!

Pronto, já me calei, deixo-vos aqui um dos vídeos que já rolam no youtube, do concerto, gosto especialmente dos vídeos deste autor, porque estava a um metro mais ou menos de mim😉
Ah, não achei que ele tivesse os dedos assim tão grandes, pareceram-me bem normais…

Get  it? “D2”? Dedões?

“Este espéctuculo foi espectacular!”

Carbono

1 Response to "Sim, ele parte tudo."

Marcelo D2 ? submarino ao fundo…

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